Precoce pintor e escultor belga do sec. XIX, quando jovem se iniciou na pintura com a estética barroca flamenga. Em seguida, após estadia em Roma, retorna ao seus país trabalhando temas mitológicos.
Com a morte de sua mãe, se instala na capital, onde, apesar de seu sucesso, não consegue vender suas obras. Na miséria, propõe ao governo um acordo que seria a troca de suas obras por um atelier.
Recluso em seu eremitério, Wiertz se inicia nos combates filosóficos de seu tempo.
Em tempo, Wiertz recusou vender obras por alegar que nunca estavam finalizadas. E ele é anterior a Valéry, que dizia: "Aux yeux de ces amateurs d’inquiétude et de perfection, un ouvrage n’est jamais achevé, – mot qui pour eux n’a aucun sens, – mais abandonné”.*
E ainda, o atelier de Wiertz atualmetne funciona como museu e refúgio para artistas. Pouco conhecido, não recebe mais que 5.000 visitantes anualmente. Está localizado no bairro Léopold, em Bruxelas, o mesmo em que tive meu carro roubado em passagem pela cidade. ( :
* VALÉRY, P. Varieté III. Paris: Gallimard, 1936. p. 56. (Com sua permissão, Sara - que conseguiu a referência)
Todas as informações foram desavergonhadamente retiradas da Wikipedia.
A imagem acima se chama "La lectrice de romans" ou, em tradução minha (que me identifico muito com a personagem), "Gordinha lendo um livro".
Quis postar essa imagem porque hoje é aniversário do meu blogueiro preferido, autor do Bibliophilie.

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